tarte de queijo sueca (Västerbottenostpaj) [paleo/primal]

A receita de hoje é outra receita tradicional da Suécia – e é uma das minhas preferidas! Adoro queijo, especialmente queijos gordos e com sabores fortes, como é o caso do queijo Västerbotten – oriundo da cidade com o mesmo nome -, que é o rei dos queijos suecos e, sem dúvida, um dos melhores que já provei, comparável apenas ao meu preferido, que é o queijo de São Jorge. Isto para dizer: se também gostam de queijo, vão adorar esta tarte!

Antes de passarmos à receita, quero apenas relembrar-vos que os lacticínios estão numa espécie de limbo para quem segue um regime primal. No entanto, o meu consumo de queijo tem-se mantido por duas razões: primeiro, o queijo, embora seja um lacticínio, é um produto rico em gordura (a nossa principal fonte de energia!) e fermentado, o que atenua bastante os malefícios dos produtos à base de leite, nomeadamente os relacionados com a digestibilidade e com a lactose e, possivelmente, também os relacionados com a caseína; segundo, para além de não sentir qualquer desconforto quando consumo queijo, também o uso como forma de me manter saciada e satisfeita durante mais tempo; é também um óptimo snack quando preciso de um boost de energia, especialmente se juntar uns frutos secos. De qualquer forma, o consumo de lacticínios, incluindo os gordos e fermentados, bem como a frequência desse consumo deve depender de como vocês se sentem quando comem produtos deste género e se isso vos ajuda ou não no vosso percurso.

Sobre esta tarte maravilhosa: tem uma base crocante, leve e amanteigada, a fazer lembrar massa folhada, que contrasta com o sabor acentuado e rico do queijo. A textura é menos densa do que a de uma quiche, até porque a tarte leva mais queijo do que ovos – faz lembrar quase uma mistura entre uma quiche e um pudim. Tradicionalmente, serve-se morna ou fria e a acompanhar marisco (camarões ou lagostins). No entanto, também é excelente se for servida com uma salada com maçã. Como não é fácil arranjar queijo Västerbotten em Portugal, podem substituir por queijo de São Jorge, um cheddar envelhecido ou outro queijo com um perfil forte. Também podem acrescentar bacon, cogumelos, espinafres ou outros ingredientes da vossa preferência – esta versão é a tradicional, mas não é um limite à vossa criatividade! Vamos à receita:

Para a base

  • 200 ml de farinha de trigo sarraceno;
  • 100 ml de farinha de arroz;
  • 100 g de manteiga;
  • 1 ovo + 1 ovo batido para pincelar a massa;
  • 1/2 cs de sal.

Pré-aquecer o forno a 200ºC.
Num robot de cozinha, juntar a manteiga fria partida em cubos, as farinhas e o sal e bater tudo até obter uma mistura areada. Juntar o ovo e pulsar novamente até obter uma mistura mais suave. Com as mãos, formar uma bola com a massa, enrolar em película e levar ao frigorífico durante 10 minutos.
Untar uma forma ou uma tarteira com manteiga e espalhar a massa, calcando com as mãos (ou com outro utensílio que vos der mais jeito). De seguida, pincelar a massa com o ovo batido e levar ao forno durante cerca de 8 minutos ou até dourar.

Para o recheio

  • 300 g de queijo (Västerbotten, São Jorge, Cheddar, etc. ou uma mistura de vários);
  • 3 ovos;
  • 200 ml de natas;
  • Cogumelos, espinafres, espargos, bacon, etc. (opcional e a gosto);
  • pimenta preta q.b. (sal apenas se necessário e dependendo dos outros ingredientes).

Numa taça, bater os ovos com as natas. Juntar o queijo, os cogumelos/espinafres/etc. se quiserem usar e os temperos e misturar muito bem. Verter sobre a base e levar ao forno durante 25-30 minutos ou até dourar (deve ficar sólida). Deixar arrefecer e servir. Já está!