O Verão chegou há um par de dias. Que tal celebrar o solstício com um prato de sabor fresco e tropical?
Normalmente, a minha maneira preferida de comer peixe é grelhado ou cozido. Não é lá muito original – eu sei -, contudo, é das melhores maneiras de apreciar o sabor natural de um produto de qualidade: basta acertar no sal, a natureza faz o resto. Ás vezes é tão bom apreciar as coisas simples da vida… outras vezes, é excelente misturar as coisas simples da vida com leite de coco, gengibre e lima. É o caso.
O salmão é uma das melhores fontes de selénio e de ómega-3 EPA e DHA, como já devem ter ouvido milhares de vezes: sabemos que o ómega-3 é essencial para o nosso corpo e que ele não o consegue produzir. Mas sabiam que estes dois ácidos gordos estão associados com o decréscimo de processos inflamatórios e com a manutenção de uma tensão arterial saudável? Para além disso, o salmão é uma proteína de muita qualidade: em 100 g de salmão, cerca de 25 g são proteína. Nada mau, considerando que uma dose alta de proteína ajuda a manter-nos saciados durante períodos de tempo mais prolongados, acelera o metabolismo e ajuda o corpo a recuperar, manter e aumentar a densidade óssea e muscular. Ah! E é um peixe absolutamente delicioso.
Uma outra questão é saber se o salmão de aquacultura ou de viveiro vale a pena. Numa alimentação paleo/primal, o recomendado é salmão selvagem, por várias razões, começando pela alimentação e ciclo de vida do peixe selvagem, que se reflecte na qualidade e na quantidade dos nutrientes que ele carrega quando chega ao nosso prato, e terminando no efeitos adversos que a produção de salmão acarreta para o bem ambiente. Mas a maioria de nós não tem a possibilidade de comprar salmão selvagem, ainda que congelado, ou, pelo menos, não tem a possibilidade de o fazer sempre. A solução não é pôr completamente de lado o salmão de viveiro, mas sim consumir dentro das nossas possibilidades e fazer escolhas conscientes. O salmão de viveiro não tem quantidades de ómega-3 e 6 assim tão mais baixas do que o salmão selvagem e a toxicidade, tão associada a este produto, parece ter vindo a descer de forma consistente ao longo dos anos. Podem ler mais sobre isso neste artigo do Mark Sisson (em inglês) ou fazer a vossa própria pesquisa (importante quando queremos tomar escolhas bem informadas).
E, agora, vamos à receita:
Para 2 pessoas
- 2 porções, postas ou lombos de salmão;
- sal e pimenta q.b.;
- óleo de coco (cerca de 4-5 cs);
- 1 cebola média picada;
- 1 dente de alho picada;
- 1 pedaço de gengibre fresco ralado (a gosto);
- 1 malagueta (opcional);
- 1/2 lata de leite de coco;
- 2 limas;
- manjericão (opcional).
Temperar o peixe com sal e pimenta.
Aquecer cerca de 3 cs de óleo de coco numa frigideira até que o óleo derreta e esteja quente. Fritar o salmão no óleo de coco. Como as minhas porções eram altas, fritei durante 4-5 minutos de cada lado e também selei os lados durante 1-2 minutos – adaptem consoante a altura do peixe que estão a usar. Retirar o salmão e reservar.
Acrescentar 1-2 cs de óleo de coco à frigideira e adicionar a cebola e o alho picados, o gengibre ralado e a malagueta. Ir mexendo e deixar cozinhar até a cebola ficar translúcida. Juntar o leite de coco e ir mexendo sempre, até atingir a cremosidade desejada. Juntar o salmão novamente à frigideira e cobrir tudo com o sumo de uma lima. Virar o salmão para que este fique bem coberto de molho e servir com uma lima cortada em meias-luas e com o manjericão. Já está!



