Há duas coisas que mudam na cozinha com a chegada do Verão: mais tempo para cozinhar e, simultaneamente, menos vontade de gastar horas e horas em frente ao fogão a preparar pratos super elaborados. Há tantas actividades que podemos fazer ao ar livre e aproveitar os dias solarengos e quentes… e convém não esquecer que uma das regras de ouro da primal é precisamente obter uma exposição solar adequada.
Embora não esteja de momento em Portugal, não posso deixar de frisar o quão privilegiados somos por termos quase sempre dias de sol e céu azul no nosso país. Verdade? Pois, mas também temos uma população com níveis de vitamina D muito baixos, o que leva alguns especialistas a considerar esta deficiência uma “epidemia”. É verdade que os hábitos e o estilo de vida mudaram muito nas últimas décadas: já não trabalhamos ao ar livre de sol a sol, as crianças passam mais tempo nas salas de aula e até os idosos têm menos actividades no exterior. E também é verdade que muitas dessas alterações vieram para melhorar as nossas vidas em diversas áreas. Contudo, não podemos perder de vista o equilíbrio: ok, agora posso trabalhar no computador, dentro de uma sala, estou muito mais confortável… então vamos virar as coisas ao contrário: vou passar a gastar algum do meu tempo livre lá fora, a passear o cão, a fazer caminhadas, na praia, a brincar com os meus filhos, na horta, a pintar, etc. Todos temos vidas atarefadas; é uma questão de escolhas e de gestão de tempo. E, claro, isto vai muito mais além da carência de vitamina D.
A pensar em todos esses dias de diversão e descanso no exterior, em que não nos queremos chatear muito com pratos complexos (até porque o calor não o permite), trouxe-vos esta salada maravilhosa, com uma combinação de sabores fantástica, rápida de se fazer e bastante saciante. Comer só verdes, numa refeição primal, não faz sentido: daí a duas horas estamos a pensar em comer um belo de um bife, ou chocolate, ou coisas piores. Por isso, esta salada também tem proteína de qualidade, presente nos peitos de frango; e é uma salada rica em fibras, vitaminas e minerais, presentes nos vegetais, e antioxidantes e ómegas-6 e 9, presentes nas avelãs. Em suma: uma refeição fresca e equilibrada.

Vamos à receita:
- 2 peitos de frango, sem ossos e sem pele;
- 1 cchá de pimenta de caiena;
- malagueta moída a gosto;
- 2 mãos de espinafres frescos;
- 2 mãos de rúcula;
- Cerca de 5 folhas de alface;
- 5 tomates cocktail médios partidos em meias-luas;
- 60g de avelãs partidas grosseiramente com uma faca;
- 1/2 maçã ou 1/2 pêssego;
- 100g de queijo feta ou outro a gosto;
- 1 dente de alho picado;
- sal e pimenta q.b.;
- 5 cs de azeite;
- 2 cs de vinagre de cidra;
- 1 cchá de mostarda de Dijon*;
- Orégãos q.b. (ou outra erva aromática que prefiram).
Para o frango: cortar aos cubos e temperar com sal e pimenta. Numa frigideira com azeite bem quente, colocar a pimenta de caiena e a malagueta moída e, de seguida “fritar” o frango até que este fique bem coradinho e cozinhado por dentro.

Numa saladeira grande, colocar os vegetais, os tomates, as avelãs, a fruta, o queijo e o frango.
Num frasquinho, misturar o alho picado, o sal e a pimenta, o azeite, o vinagre, a mostarda e os orégãos e misturar. Rectificar os temperos e verter sobre a salada. Já está!
*a mostarda de Dijon que utilizei levava apenas grãos de mostarda, água e vinho branco. No entanto, a maioria das mostardas que se compram no supermercado levam açúcar e outros ingredientes menos bons. Por isso, verifiquem antes de comprar! Se não encontrarem, podem misturar uma cchá de mel no molho. Fica diferente, mas também é óptimo.
